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Rio de Lagos (Ribeira de Bensafrim)

Vista parcial do rio e cidade por volta dos anos 40 do séc. XX - Foto de: Bazar da Moda

A Ribeira de Bensafrim nasce na Serra de Espinhaço do Cão, a uma altitude de cerca 250m, e resulta da junção de várias linhas de água. Se a História apresenta o Nilo como o dom do Egipto, não será exagero dizer que a Ribeira de Bensafrim foi o dom de Lagos, pois se o carácter imprevisível das actividades marítimas, ainda que facilitado pelas condições naturais do estuário e da foz da ribeira – aqui denominada por rio –, não permitem alicerçar exclusivamente, em si, a vida económica e o desenvolvimento da urbe, é o mesmo curso de água que potencia a produtividade agrícola nas zonas enriquecidas pelo aluvião. Para além da pesca e da recolecção de marisco e bivalves, actividades comuns ao litoral costeiro e ao interior fluvial, era com a força da ribeira que se moviam as pás da azenha, e se recolhia, no estuário, o sal e nesse mesmo lençol de águas serenas se inchavam as madeiras para a construção naval. Do colorido afã ribeirinho, de barcos em descarga de peixe ou barcaças carregando cortiça e frutos secos, ao vaivém de escaleres apinhados de marinheiros das esquadras de guerra, até aos turistas que hoje se passeiam demoradamente pela avenida marginal, ou que entram num bote para passeio às grutas ou ver golfinhos, ou aos inúmeros iates que o sobem e descem, o rio de Lagos continua a marcar o pulsar da cidade e das suas gentes.

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