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carroça de recolha dos dejectos

Carroça de recolha dos dejectos, à porta da cocheira sita na Rua de Santo Amaro, por volta dos anos 40 do séc. XX - Foto de: Autor desconhecido.

Antes de existir uma rede de saneamento básico e um serviço de recolha de resíduos sólidos, as carroças que procediam à recolha desses dejectos calcorreavam as ruas da cidade, puxadas por animais como o burro e o boi. Com a implantação da rede de esgotos, iniciada nos anos 40 do século XX, o serviço da carroça que libertava aquele odor pestilento pelas ruas da cidade foi desmobilizado (em 1962) e, mais tarde, com a adopção de viaturas mecânicas, também a recolha do lixo com recurso à carroça foi desactivada. Ainda hoje alguns habitantes recordam esses veículos e os seus operadores que desempenhavam uma função importante na área da salubridade e higiene pública, ainda que os meios e os procedimentos se afigurem insuficientes face às exigências actuais - convém sublinhar que representavam uma melhoria notável em relação à prática medieval que consistia em despejar os dejectos directamente para a via pública. O sr. Vicente, o Sr. Manuel, e outros conhecidos pelas alcunhas que a população lhes atribuía, como o “Marquês” e o “Ti Chico mil arrobas”, assim como as peculiares viaturas que operavam, garantiram um lugar na memória dos seus conterrâneos.
O investimento continuado em melhores viaturas de recolha de resíduos, a par da instalação de uma rede funcional de pontos de recolha diferenciada, facilitando a separação e o tratamento posterior, constituem os mais recentes investimentos no campo da higiene e salubridade pública, de imperativa existência em qualquer urbe moderna.

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