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banhistas na Meia Praia

Banhistas na Meia Praia, anos 30 do séc XX - Foto de: atribuída a Francisco Xavier; colecção do Coronel Hélio Xavier


Nos finais do séc. XIX traçava Ramalho Ortigão, um retrato social sobre o veraneio nas praias portuguesas, que não andará muito longe da situação verificada até à terceira década do séc. XX:
«graças a Deus! os últimos banhistas regressam à cidade que suspirava por eles. As meninas vêm nutridas, acrescentadas de boa cor, e notavelmente satisfeitas, o que denota por certo mais saúde, mas produz também muito menos interesse poético do que a melancólica palidez com que nos deixaram».
A maioria dos banhistas tomava banho entre as 8 e as 11 horas. Já haviam sido, no entanto, antecedidos pelos poucos camponeses que nessas vilegiaturas episódicas e fugidias se afoitavam durante a época estival, banhando-se logo pelas 5 ou 6 horas da manhã, homens de ceroulas e mulheres de camisa, resguardados dos olhares alheios e garantindo a jornada de trabalho que se seguiria.

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