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debulha à corda

Debulha à corda em meados do século XX - Foto de: Autor desconhecido, existente no Museu Municipal de Lagos.

Debulhar: Tirar da espiga os grãos de cereal

Antes da proliferação das debulhadoras mecânicas na nossa agricultura, que ocorreu por volta de meados do século XX (embora tenham sido introduzidas nos anos 80 do séc XIX, na sua versão a vapor), a debulha era feita a mangal, pelo pisar do gado, ou recorrendo ao trilho.
A debulha feita a pés de gado (bovino, cavalar, muar ou asinino) realizada sobre a eira (calcadouro) onde estava espalhado o cereal, era feita pelos animais ligados em linha por uma corda formando uma “cobra”.
Outro processo de debulha era o que empregava o trilho, puxado por uma parelha de muares ou cavalgaduras. O trilho era um aparelho composto por um quadro com vários rolos móveis equipados com pequenas lâminas dispostas perpendicularmente ao eixo longitudinal do aparelho. A sua movimentação sobre o cereal espalhado na eira estroçava as espigas e os colmos, efectuando-se deste modo a debulha.
Terminada a debulha procedia-se à desempalhagem do cereal, com os trabalhadores munidos de forquilhas que o lançavam ao ar para que o vento separasse a palha, mais leve, do grão, mais pesado. Não havendo vento o grão era separado da palha com o auxilio de uma joeira.

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