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Mercado Escravos

Edifício da Guarda Municipal e Alfândega, Antiga Vedoria, c. 1902(?) Foto de: Edições Faustino António Martins, Lisboa

Edifício de Planta longitudinal, com dois pisos de épocas diferentes. Cobertura de quatro águas. Frontispício a Sueste delimitado por dois arcos no piso térreo e duas janelas com moldura em cantaria no 2º piso. Fachada lateral direita também com dois arcos no piso térreo, quatro janelas no piso superior; e brasão de armas do Marquês de Niza, em peça de cantaria incorporada no século XVII. Fachada lateral esquerda quase cega, apenas com uma janela no 2º piso. Cunhais e friso de separação de pisos em cantaria. Piso térreo com dois espaços distintos: um aberto e envolvido pelos quatro arcos de volta perfeita e em cantaria, o outro fechado, composto por uma sala única. Acesso ao 2º piso através de escadaria existente no edifício adossado a Noroeste. Interior com espaços diferenciados, pé direito alto, pavimento em soalho e portas de duas folhas com bandeira.
Implantado próximo do local onde terá sido realizado o primeiro mercado de escravos trazidos de África pelas caravelas em 1444 e que foram vendidos num terreiro perto da Porta da Vila (antiga porta Norte situada onde hoje tem início a rua General Alberto da Silveira, como testemunham os vestígios da torre albarran visíveis no edifico da antiga cadeia, ex-esquadra da PSP), presumivelmente no espaço hoje ocupado pelo quarteirão que integra o armazém regimental e casa da janela manuelina.
O edifício chegou a ser utilizado como Casa de Vedoria e Alfândega, Casa da Guarda e Prisão Militar. Hoje, é sede do Núcleo Museológico Rota da Escravatura.

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