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Movimento de tropas

Oficiais comandantes do RI 4 na Estação, talvez no âmbito da deslocação do contingente militar para os Açores, 1941 - foto de: Autor desconhecido - Colecção de Maria de Fátima Santos.

« (…) Na abalada do contingente não haverá lacobrigense que não acorra a despedir-se das tropas expedicionárias, protestando-lhes toda a sua simpatia numa manifestação colectiva, apoteótica e respeitosa, das janelas dos prédios, nas ruas do percurso, na estação do caminho de ferro, onde quer que se imponha a sua presença. Ninguém deixará de sentir pulsar no peito, nesse dia, mais intenso e ardoroso o amor da Pátria e todos se esforçarão por que Lagos, a cidade de tradições tão gloriosas, marque mais uma atitude digna, de especial relevo no momento histórico que atravessamos, atitude vibrante que ecoará por esse país além, alcançando todos os recantos do continente e todas as fronteiras do império, que os seus filhos marcham agora a defender nesta hora grave para os destinos do Mundo – com a presença dos seus peitos altivos e varonis, ou, com o fogo cerrado e mortífero das suas armas de guerra, dando a vida pela Pátria, se tanto for preciso! Que não seja longa a permanência do contingente nas terras distantes para onde vai partir. Que voltem, em breve, os expedicionários, para o carinho do seus lares, com a satisfação do dever cumprido. Que Deus proteja e guarde a todos e conserve a Paz de Portugal, a terra sagrada de Santa Maria!

Excerto de artigo assinado por J.N., publicado no diário lisboeta “ A Voz” em Outubro de 1941

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