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moinho em Bensafrim

Moinho reconvertido, Bensafrim, Dez. 2004 - Foto de: Francisco Castelo/CMLagos


Os moinhos de vento terão surgido na Pérsia por volta do século V. O processo de moagem começa com o lançamento do cereal no tegão (recipiente em madeira colocado sobre a pedra de moer) que, posteriormente, sai pela quelha (espécie de caleira que debita o grão para o olho da mó) e cai para a pedra, onde é moído. Após a moagem, a farinha sai por uma ranhura situada sob a mó e é recolhida. Pelo serviço do moleiro é-lhe devida a “maquia do pão” – p. ex. em cada dez quilos fica com um para si. Em Lagos existiram vários moinhos de vento, uns para triturar grão, outros, azeitonas, e até para descascar arroz, neste caso com as mós forradas a cortiça para não esmagar os bagos; assim trabalhava um moinho da família Galvão, situado no Cerro das Mós e, posteriormente, o de João Afonso que laborou com o alvará daquele.

Hoje, restam poucos moinhos em funcionamento, mas muitos dos que se encontravam em ruínas e irrecuperáveis para regressar ao seu ofício foram reconvertidos em habitações ou pequenos comércios mantendo os seus traços arquitectónicos presentes na paisagem onde outrora agitaram os seus poderosos braços revestidos de velas e decorados com búzios que cantavam ao vento.

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