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Aeródromo Municipal

Aproximação final para aterragem de ULM, em Out. 2010 - Foto de: Francisco Castelo/CMLagos

O sonho de voar, de imitar os pássaros ascendendo às alturas, com a natural carga de quimera que possuiu durante toda a existência da humanidade traduziu-se, no dealbar do século XX, num frenesi partilhado pelos entusiastas da novel actividade que produziu ases e heróis, idolatrados e seguidos de perto por um público extasiado.
Portugal não foi excepção e a primeira década desse século assistiu à realização de algumas experiências marcantes. Em finais de 1909, alunos do Instituto Industrial de Lisboa construíram e pilotaram o primeiro aerodino nacional, o planador Avante e, em Março de 1910, voava um aeroplano militar na carreira de tiro do polígono de Tancos. Em 1917 a realização do 1º Festival Aéreo reuniu na Amadora cerca de 50 mil espectadores. Em Maio de 1919, o norte-americano Albert Read efectou o primeiro voo transatlântico que ligou Nova York a Lisboa. Embora tendo sido o primeiro, mais facilmente se reconhecem os nomes de Gago Coutinho e Sacadura Cabral (1922) ou Charles Lindbergh (1927), como os pioneiros das travessias atlânticas. Estes êxitos eram vibrantemente reportados pela imprensa da época e sequiosamente acompanhados pelo público.
Lagos também escreveu páginas na história da aviação portuguesa, através dos seus filhos, como o Major Manuel de Barros Amado da Cunha, brevetado como observador e metralhador-bombardeiro, em França, em 1918, e que em 1935 participou no Raid Lisboa – Lourenço Marques; ou o Brigadeiro Piloto-Aviador José António de Almeida Costa Franco que, em 1939, então com o posto de tenente, frequentou na Alemanha o curso de voo por instrumentos, em aviões Junkers, e que no final da II Guerra recebeu instrução de voo em bombardeiros B-25, nos Estados Unidos da América. Colocado na Base Aérea das Lages, destacou-se em missões de busca e salvamento, vindo a comandar esta unidade entre 1956 e 1958. Mas foi na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lagos que, em 16 de Maio de 1965, presidiu à inauguração do aeródromo da sua terra, em cuja concretização se empenhou profundamente, motivo pelo qual teria o seu nome atribuído ao campo de aviação. Foram muitos os lacobrigenses que, nesse dia, se deslocaram ao sítio de S. Pedro, junto à ermida de Nossa Senhora dos Aflitos, onde apreciaram a aterragem de aeronaves civis e militares, naquela faixa de terreno plano situado na margem da ribeira de Bensafrim. Nesse mesmo ano, o aeródromo municipal de Lagos registaria um movimento de 234 voos e 180 passageiros. Hoje, o aeródromo municipal de Lagos “Brigadeiro Costa Franco” está certificado para voo com ultra ligeiro motorizado, possuindo uma pista alcatroada com 560m de extensão.

Fontes:
“Rapada” - Boletim do Aeroclube de Lagos, Junho de 2000
“O ISEL, pioneiro da aviação em Portugal” Rui Pedro Fernandes d’Aguiar
“O Primeiro Voo Transatlântico da História da Aviação”, Fernando M. Oliveira (Delegado Português da Classe de Aerofilatelia na F.I.P), Set. 2009

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