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Pesca da Sardinha - 09

Gaivotas esperando uma refeição fácil, Mai 1999 - Fotos de: Francisco Castelo/CMLagos (J46 - 01)

A pesca da sardinha utiliza uma arte de cerco móvel (num passado distante era de armação), em que a parte superior da rede flutua, apetrechada com bóias, enquanto no fundo um cabo (retenida) passa pelas argolas que rematam a parte inferior da rede e permitem fechá-la como um enorme saco, aprisionando o pescado. Detectado um cardume a rede começa a ser largada deixando a ponta presa na chata. Então, a traineira descreve rapidamente uma enorme circunferência de mais de 500 metros, largando a rede em torno do cardume, cercando o peixe. Enquanto a retenida vai fechando a rede por baixo, em cima as gaivotas poisadas sobre as bóias esperam a ascensão forçada das sardinhas e a oportunidade de engolirem algumas. Depois do saco completamente fechado, com todas as argolas metálicas recolhidas, a rede vai sendo puxada gradualmente pelo alador e, com o cerco já chegado à traineira, junta-se a força braçal dos homens ao ala-arriba, até que as sardinhas começam a luzir nas águas iluminadas pelos raios de sol da alvorada. À medida que o cerco vai reduzindo, os milhares de peixes aprisionados vão-se acumulando numa enorme massa prateada de onde são recolhidos pelo xalavar e depositados nos compartimentos da traineira. A faina termina com o regresso ao porto e a descarga do pescado para venda na lota.

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